Ministro da Fazenda prevê inflação ao redor de 5,8% neste ano

Por: Ricardo Fazanaro
26/11/2013

'Deveremos terminar ano com inflação muito semelhante à do ano passado'.
Mantega acredita em 'solução satisfatória' para correção das poupanças.

 

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

 
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A inflação tem estado "bem comportada" e deverá fechar este ano "muito semelhante à do ano passado", afirmou nesta terça-feira (26) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em 2012, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado no sistema de metas de inflação do governo brasileiro, ficou em 5,84%.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Mantega observou que o IPCA ficará novamente, em 2013, abaixo do teto do sistema de metas.

"A inflação tem estado bem comportada. O IPCA-15 de novembro foi de 0,57%, enquanto o mercado trabalhava com 0,65%. Está vindo abaixo da expectativa do mercado. Deveremos terminar o ano com inflação muito semelhante à do ano passado, abaixo do limite da meta, e no ano que vem poderemos ter uma inflação melhor, se não houver choques, secas e fatores climáticos nos EUA", declarou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem afirmado que a inflação terá queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e novo recuo no ano de 2014. A expectativa do mercado financeiro é de um novo aumento nos juros básicos da economia nesta semana, de 9,5% para 10% ao ano (novamente em dois dígitos), e novas altas em 2014 (para 10,5% ao ano) para tentar controlar a inflação.

Correção da poupança
Sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) do cálculo da correção das cadernetas de poupança durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90, previsto para esta semana, Mantega declarou que poupança essa é uma questão antiga que vem preocupando a área financeira dos bancos.

"Acredito que haverá uma solução satisfatória que não vai prejudicar o setor financeiro e não vai abalar o crédito. Que vai acomodar todos interesses", disse o ministro da Fazenda.

O governo federal prevê retração na concessão de crédito por parte de bancos públicos e privados caso o Supremo Tribunal Federal (STF) considere inconstitucional o cálculo da correção das cadernetas de poupança durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90. Segundo informações do procurador do Banco Central Isaac Sidney Menezes Ferreira, os bancos teriam prejuízo de R$ 149 bilhões em valores atualizados, o que significa um quarto do capital do sistema financeiro. A retração no crédito, conforme estimativas do governo, chegaria a R$ 1 trilhão.

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